Este é um blog para pessoas que acreditam que educar é uma arte. Joseane Oliveira dos Santos
terça-feira, 28 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A importância da leitura

A leitura é um dos últimos recantos da liberdade intelectual.
Quem lê cria tanto ou mais que o autor. Com a imaginação solta, o leitor elabora mentalmente os cenários, compõe o perfil dos personagens, interpreta diálogos, identifica afinidades pessoais e vive, a seu modo, o prazer e a infinitude das emoções potencialmente contidas no texto.
Quem lê não recebe imagens prontas, coloridas, acabadas. Temde construí-las pelo processo do entendimento e interpretação.
O leitor nunca é passivo. Exercita, o tempo todo, os mecanismos psicodinâmicos que fundamentam, estruturam e aperfeiçoam a consciência. Por isso, desenvolve a criatividade, refina a percepção, aprimora o senso crítico e fica imune às manipulações que a comunicação pela imagem veicula como ingredientes de dominação. A leitura é problematizadora, induz a reflexão, suscita hipóteses, faz pensar.
Artigo publicado no Correio Braziliense 24/09/2003Dioclécio Campos Júnior. É médico, professor titular de pediatria da UnB e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (e-mail:dicampos@xxxxxxxxxxxx)
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Ao mestre

Professor é o mestre
Também aprendiz.
A fonte de muitos
Do saber, a raíz.
O buscar permanente
O fim ao ensinar
O meio ao buscar
E o início, no aprender constante.
Professor é o caminhar...
é a missão, não apenas profissão.
É todo um universo
que para sempre permanece,
dentro do educando,
nas lições aprendidas
que são seguidas, na sua vida
e guardadas no seu coração!...
(MAJ.)
Também aprendiz.
A fonte de muitos
Do saber, a raíz.
O buscar permanente
O fim ao ensinar
O meio ao buscar
E o início, no aprender constante.
Professor é o caminhar...
é a missão, não apenas profissão.
É todo um universo
que para sempre permanece,
dentro do educando,
nas lições aprendidas
que são seguidas, na sua vida
e guardadas no seu coração!...
(MAJ.)
A Parábola do professor

És o semeador da parábola.
Não te preocupes onde caem as sementes.
Semeia sempre.
A cada um será dado segundo as suas obras.
Se tua semente não germina, examina com confiança tuas ações;
faze tua auto-crítica: reconhecendo teus enganos;
recomeçando com teu exemplo, com humildade,
lutando contra os desenganos da vida,
semeando o amor, o respeito, a fé, a confiança no próximo e em Deus.
E se ainda, não brota a tua semente, insista sempre, com paciência,
regando com amor a terra árida da sementeira alcançando o adubo da compreensão, removendo a mata da discórdia e deixando que a luz do sol da fé possa trazer seus raios para a floração perfeita da primavera.
E no fim de cada jornada de trabalho, ora a Deus pedindo-lhe amparo e proteção, para que tua paciência não falte, para que teu amor não se esgote.
Luta com confiança contra todos os obstáculos que possam surgir na caminhada de Mestre e Professor...
(autor desconhecido)
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Brincar é tarefa de criança

Apenas Brincando
Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,Por favor, não diga que estou apenas brincando,Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.Quando estou me fantasiando,Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.Eu posso ser mãe ou pai algum dia.Quando estou pintando até os cotovelos,Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,Por favor, não diga que estou apenas brincando,Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.Estou expressando e criandoEu posso ser artista ou inventor algum dia.Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.Porque enquanto brinco, estou aprendendo.Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.Eu posso estar numa empresa algum dia.Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.Eu posso ser um chefe algum dia.Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.Por favor, não diga que estou apenas brincando.Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.E eu digo: eu brinquei.Por favor, não me entenda mal.Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.Eu estou me preparando para o amanhã.Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.
http://marcolinoo.blogspot.com/2007/07/brincar-tarefa-de-criana.html
Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,Por favor, não diga que estou apenas brincando,Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.Quando estou me fantasiando,Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.Eu posso ser mãe ou pai algum dia.Quando estou pintando até os cotovelos,Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,Por favor, não diga que estou apenas brincando,Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.Estou expressando e criandoEu posso ser artista ou inventor algum dia.Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.Porque enquanto brinco, estou aprendendo.Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.Eu posso estar numa empresa algum dia.Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.Eu posso ser um chefe algum dia.Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.Por favor, não diga que estou apenas brincando.Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.E eu digo: eu brinquei.Por favor, não me entenda mal.Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.Eu estou me preparando para o amanhã.Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.
http://marcolinoo.blogspot.com/2007/07/brincar-tarefa-de-criana.html
Voçê criança

Você criança
Lauro Kisielewicz
Você criança,
Lauro Kisielewicz
Você criança,
que vive a correr,
é a promessaque vai acontecer...
é a esperançado que poderíamos ser...
é a inocênci a que deveríamos ter...
Você criança,
de qualquer idade,
vivendo entre o sonho e a realidade
suas lições de amor e de simplicidade!
Criança que brinca,
corre, pula e grita mostra ao mundo,
como se deve viver cada momento, feliz,
como quem acredita em um mundo melhor que ainda vai haver!
Você é como uma raio de luz a iluminar os nossos caminhos,
assemelhando-se ao Menino Jesus,
encanta-nos com todo teu carinho!
Você é a criança,que um dia vai crescer!
É a promessa,que vai se realizar!
É a esperançada humanidade se entender!
É a realidade que o adulto precisa ver...e também aprender a ser...
Parabéns para todas as crianças do mundo.
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Educar com arte e a arte de educar

Educar com arte e a arte de educar
William Lara*
William Lara*
A tarefa da educação é delicada porque supõe, em princípio, amor, desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão.
Diversas obras já foram escritas sobre esse assunto. Quantas vezes professores e pais, cheios de entusiasmo e esperança, compram este ou aquele livro com o intuito de resolver um problema específico que os preocupa em relação à atitude de alunos e de suas crianças?
Ao ler... vê-se tão fácil! Os livros contêm, às vezes, infinidades de teorias, fórmulas e até conselhos que parecem mágicos, com diálogos imaginados e reações quase perfeitas dos alunos e das crianças diante da iniciativa dos professores e dos pais. Se fosse apenas isso, na vida diária...No entanto, a realidade é outra. Quando os professores e os pais tentam colocar em prática alguns desses conceitos que acabam de ler e isso não sai como eles esperavam, pensam: "O que aconteceu? Onde está o erro, se fiz exatamente o que o livro dizia?"Acontece que "educar é uma ciência e uma arte; uma arte porque não tem regras fixas, ou seja, cada caso é diferente, cada circunstância é única".
Um pequeno texto, uma palavra, um gesto, uma pintura, um desenho ou uma ajuda em uma situação em que não esperávamos pode preencher uma vida, mudar seus horizontes e abrir possibilidades para nós mesmos, pois muitas vezes entender, explicitar ou descrever é um bem, um exercício.
Então...
O que podem fazer vocês, professores e pais, quando se sentem desorientados e aflitos? Às vezes querem se dar por vencidos ou descarregar a responsabilidade em um terceiro (coordenadores, psicólogos, etc.). Mas, no fundo, todos sabem que é sua responsabilidade dar aos alunos e filhos as ferramentas e respostas de que necessitam. São os educadores que devem ensinar-lhes o sentido da vida e capacitá-los para vivê-la.
O objeto da educação não está só no sentido literal do verbo “educar”, mas, sim, no modo como o fazemos, a forma como prosseguimos pensando, o tipo de distinções que apresentamos, a moral e a ética dos critérios em que baseamos o caminho a percorrer.
Educar é como ensinar alguém a andar ou a falar (nada de metafórico existe nessa comparação). Andar verticalmente e falar é a educação mais fundamental do modo de ser quem somos: humanos. Aprender a ler, a fazer contas e a dominar a técnica, o conhecimento científico e o processo de desenvolvimento de mais e mais conhecimentos no âmbito de uma comunidade em que estamos imersos é a mesma coisa que aprender a falar. Todos esses aspectos que enquanto adultos nos envolvem são distinções no âmbito do processo fundamental que nós próprios somos: um erguer e um puxar, um indicar de possibilidades, um mostrar de mundos, um incentivar e ajudar, um responsabilizar, autonomizar e cuidar.
Em resumo, educar, desde os primeiros dias até os últimos, é deixar os outros serem humanos — ensinar, no sentido de educar, é muito mais difícil do que aprender. E por que isso é assim? Não apenas porque quem ensina deve dominar uma maior massa de informações e tê-la sempre pronta a ser utilizada, mas porque ensinar requer algo muito mais difícil, complexo e poderoso: deixar aprender.
Quem verdadeiramente ensina passa realmente pelo aprender. Esse aprender, por sua vez, deixa de ser revelado e tem seu fundamento na liberdade individual.
O que aprendemos quando aprendemos a aprender? O que aprendemos quando somos educados? O que é a educação? Com base em que a educação ganha seu sentido, sua pertinência, sua vitalidade e seu caráter decisivo? A resposta é simples: educar é deixar surgir o homem e suas possibilidades.
Por tudo isso, a educação é essencialmente um apontar de possibilidades, de distinções, de relações e de humanidade. Educar é abrir, é erguer, é questionar, é duvidar e ensinar a duvidar, é ser modesto em saber ajudar. Quem deve então educar quem? A resposta é a mesma que foi dada à pergunta “Quem ajuda quem?”.
Viver é aprender. O tempo muda-nos porque tudo nos ensina. Passando o que passa, aprendemos o que fica. O passado fica da forma como para cada um de nós as coisas ganham seus significados, individualmente, em uma vida que é um permanente ter sido e um constante projetar de possibilidades. Uma chamada pelo nome, uma ajuda quando nada se esperava ou uma idéia tocada pelo entusiasmo, pela imaginação e pela vontade de partilhar, um olhar de cumplicidade, uma conversa sobre o que nunca se consegue ler, mas que sempre nos preocupou, ou simplesmente o brilho de um momento, o vislumbre de uma possibilidade que dá um sentido fundo ao que temos sido podem fazer muitas vezes tudo o que mais pode marcar um caminho e uma forma de estar no mundo.
Poderão questionar-se sobre que temas, assuntos, momentos ou histórias estamos aqui para falar...
A resposta é esta: sobre todos.
Na educação, o essencial não é o assunto ou o conteúdo, mas a perspectiva, o modo e a relação. Ou, antes, o objeto da educação não é um tema, como, por exemplo, a Geografia, a História, a Matemática, a Literatura ou as Artes Plásticas. Aquilo sobre o que a educação recai é um modo de ser, que cuida, que toma conta, que se envolve, deixa-se envolver e deixa ser.
Ouvimos muita coisa sobre educação nos dias atuais. Mas, tanto ontem como hoje, o homem é ele mesmo a educação, o ser que se ergueu, que repara e que cuida. Cuidando e ajudando, chamando e sendo cúmplices dessa chamada para a escolha constante das infinitas possibilidades que cada um de nós tem pela frente, podemos abrir o caminho e verdadeiramente educar e educar-nos.
Uma hora é uma medida, uma bola é um passatempo e um conceito é um instrumento, mas cada um de nós é todo o mundo. São todos os mundos do mundo que a educação tem por tema. Assim, a qualquer momento em qualquer mundo, uma palavra, um gesto ou um olhar pode entrar e não mais sair. Se tivermos sabido ou podido preservar e deixar preservar esses momentos, podemos muito bem tocar não apenas naquilo que no momento estamos fazendo, mas toda uma vida — e isso é verdadeiramente o objeto do educar.
*****
* William Lara é jornalista, pós-graduado em Jornalismo Científico e editor da revista de educação Páginas Abertas - Paulus Editora. willylara@aol.com
http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0070
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sábado, 11 de outubro de 2008
Qual o seu sabor?

O Menino das Cores
Leandro Nomura
No planeta Palato, o mundo dos sabores, tudo tinha gosto de alguma coisa. Até as pessoas! Bastava dar um beijo no rosto. Rubro era vermelho e tinha gosto de morango. Grama, um senhor muito velho - que na juventude era verde-limão e agora era verde-bandeira - tinha gosto de rúcula. Naquele mundo existia Cristal, um menino que vivia tristonho e que não beijava ninguém. Ele não tinha cor: era transparente. Não tinha nem uma pintinha vermelha, azul ou amarela. Nem uma mancha roxa de nascença. E tinha gosto de nada. Todo recreio, ficava sozinho, no canto. Certo dia, Cristal foi sozinho dar uma volta na Floresta dos Desejos. Era um lugar lindo, cheio de árvores e riachos. Depois de andar sem rumo por mais de duas horas, ele parou à beira de um rio de chocolate. Com muita sede, Cristal foi colocar a mão no rio e levou um susto quando viu sua imagem refletida. Era diferente de como ele via no espelho. Cristal estava marrom. Por horas, o menino imaginou uma vida tooooda cor de chocolate. Quando Cristal colocou a mão no rosto, um cheiro e um susto: ele estava com gosto de chocolate suíço! O menino deu um pulo e saiu correndo dali, achando que estava ficando louco. Na corrida, acabou encontrando um rio de suco e novamente viu a sua imagem, agora num tom roseado. Pôs a mão no rio e, adivinhem: agora ele tinha sabor tuti-fruti! Cristal fez então sua grande descoberta: por ser transparente poderia ter a cor - e o gosto - que quisesse! Tudo dependia da maneira como ele se via e todas faziam Cristal se sentir muito feliz. O garoto até ganhou um apelido: “Furta-cor”. Já ouviu falar dele?
Leandro Nomura
No planeta Palato, o mundo dos sabores, tudo tinha gosto de alguma coisa. Até as pessoas! Bastava dar um beijo no rosto. Rubro era vermelho e tinha gosto de morango. Grama, um senhor muito velho - que na juventude era verde-limão e agora era verde-bandeira - tinha gosto de rúcula. Naquele mundo existia Cristal, um menino que vivia tristonho e que não beijava ninguém. Ele não tinha cor: era transparente. Não tinha nem uma pintinha vermelha, azul ou amarela. Nem uma mancha roxa de nascença. E tinha gosto de nada. Todo recreio, ficava sozinho, no canto. Certo dia, Cristal foi sozinho dar uma volta na Floresta dos Desejos. Era um lugar lindo, cheio de árvores e riachos. Depois de andar sem rumo por mais de duas horas, ele parou à beira de um rio de chocolate. Com muita sede, Cristal foi colocar a mão no rio e levou um susto quando viu sua imagem refletida. Era diferente de como ele via no espelho. Cristal estava marrom. Por horas, o menino imaginou uma vida tooooda cor de chocolate. Quando Cristal colocou a mão no rosto, um cheiro e um susto: ele estava com gosto de chocolate suíço! O menino deu um pulo e saiu correndo dali, achando que estava ficando louco. Na corrida, acabou encontrando um rio de suco e novamente viu a sua imagem, agora num tom roseado. Pôs a mão no rio e, adivinhem: agora ele tinha sabor tuti-fruti! Cristal fez então sua grande descoberta: por ser transparente poderia ter a cor - e o gosto - que quisesse! Tudo dependia da maneira como ele se via e todas faziam Cristal se sentir muito feliz. O garoto até ganhou um apelido: “Furta-cor”. Já ouviu falar dele?
E você quer cor é?
Qual seu sabor?
Qual seu sabor?
Leandro Nomura é jornalista e um apaixonado pelo vaivém das cores. João Lin é quadrinista, ilustrador e diverte-se contando histórias por meio da imagem.
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI12312-10535,00.html
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI12312-10535,00.html
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Manifesto da IFLA/UNESCO para Bibliotecas escolares

Esse texto já deve ser do conhecimento da maioria dos profissionais da área mas é sempre bom reler.
Encontrei-o recentemente na Revista ExtraLibris e quis compartilhar com todos por aqui.
A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento.
A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento.
A biblioteca escolar desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.
Manifesto da IFLA/UNESCO para Bibliotecas Escolares
A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade atual, baseada na informação e no conhecimento.
A biblioteca escolar desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.
Missão da Biblioteca Escolar
A biblioteca escolar disponibiliza serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efetivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação.
As bibliotecas escolares articulam-se com as redes de informação e de bibliotecas de acordo com os princípios do Manifesto da Biblioteca Pública da UNESCO.O pessoal da biblioteca apoia a utilização de livros e outras fontes de informação, desde obras de ficção a documentários, impressas ou electronicas, presenciais ou remotas. Os materiais complementam e enriquecem os manuais escolares, materiais e metodologias de ensino.
Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os estudantes alcançam níveis mais elevados de literacia leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.As bibliotecas escolares devem disponibilizar os seus serviços de igual modo a todos os membros da comunidade escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ousocial.
Aos utilizadores que, por qualquer razão, não possam utilizar os serviços e materiais comuns na biblioteca, devem ser disponibilizados serviços e materiais específicos.O acesso aos serviços e coleções deve orientar-se pela Declaração Universal dos Direitos e Liberdades do Homem das Nações Unidas e não deverá ser sujeito a nenhuma forma de censura ideológica, política oureligiosa ou a pressões comerciais.
Financiamento, legislação e redes
A biblioteca escolar é essencial a qualquer estratégia de longo prazo nos domínios da literacia, educação, informação e desenvolvimento econômico, social e cultural. Sendo da responsabilidade das autoridades locais,regionais ou nacionais, a biblioteca escolar deve ser apoiada por legislação e políticas específicas. As bibliotecas escolares devem possuir meios adequados para assegurar a existência de pessoal com formação, materiais,tecnologias e equipamentos e ser de utilização gratuita.
A biblioteca escolar é um parceiro essencial das redes local, regional e nacional de bibliotecas e de informação.Sempre que a biblioteca escolar partilhe equipamentos e/ou recursos com outro tipo de biblioteca, designadamente com a biblioteca pública, os objetivos únicos da biblioteca escolar devem ser reconhecidos e mantidos.
Objetivos da biblioteca escolar
A biblioteca escolar é parte integrante do processo educativo. Os objetivos seguintes são essenciais ao desenvolvimento da literacia, das competências de informação, do ensino, da aprendizagem e da cultura ecorrespondem a serviços básicos da biblioteca escolar:
• Apoiar e promover os objectivos educativos delineados de acordo com as finalidades e curriculum da escola;
• Desenvolver e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem, e também da utilização das bibliotecas ao longo da vida;
• Proporcionar oportunidades de produção e utilização de informação para o conhecimento, compreensão, imaginação e divertimento;
• Apoiar os estudantes na aprendizagem e prática de capacidades de avaliação e utilização da informação, independentemente da natureza, suporte ou meio, usando de sensibilidade relativamente aos modosde comunicação de cada comunidade;
• Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às oportunidades que exponham os estudantes a ideias, experiências e opiniões diversificadas;
• Organizar actividades que favoreçam a tomada de consciência cultural e social e a sensibilidade;
• Trabalhar com os estudantes, professores, administradores e pais de modo a alcançar as finalidades da escola;
• Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e à participação na democracia;
• Promover a leitura e os recursos e serviços da biblioteca escolar junto da comunidade escolar e do meio.A biblioteca escolar cumpre estas funções desenvolvendo políticas e serviços, selecionando e adquirindo recursos, proporcionando acesso físico e intelectual a fontes de informação apropriadas, disponibilizandoequipamentos educativos e dispondo de pessoal treinado.
Pessoal
O bibliotecário escolar é o elemento do corpo docente profissionalmente habilitado, responsável pelo planeamento e gestão da biblioteca escolar. É apoiado por um equipe tão adequada quanto possível, trabalhando em conjunto com todos os membros da comunidade escolar e em ligação com a biblioteca pública e outras.
O papel dos bibliotecários escolares varia segundo o orçamento, currículo e metodologias de ensino das escolas, de acordo com o quadro legal e financeiro nacional. Em termos específicos, existem grandes áreas deconhecimento que são vitais se os bibliotecários escolares desejarem desenvolver serviços efetivos nas bibliotecas escolares: gestão de recursos, gestão de bibliotecas e de informação e ensino.
Num ambiente cada vez mais integrado pelas redes de informação, os bibliotecários escolares devem possuir competências para planejar e ensinar diferentes habilidades no tratamento da informação tanto a professores como a estudantes. Deven, por conseguinte, prosseguir a sua formação e desenvolvimento profissionais.
Funcionamento e Gestão
Para garantir a eficácia e avaliação dos serviços:
• A política de serviços da biblioteca escolar deve ser formulada de modo a definir objetivos, prioridades e serviços em articulação com o currículo escolar;
• A biblioteca escolar deve ser organizada e mantida de acordo com standards profissionais;
• Os serviços devem ser acessíveis a todos os membros da comunidade escolar e funcionar dentro do contexto da comunidade local;
• A cooperação com professores, gestores escolares experientes, administradores, pais, outros bibliotecários e profissionais de informação, e grupos da comunidade deve ser estimulada.
Aplicação do Manifesto
Os governos, por intermédio dos seus ministros da educação, são convidados a desenvolver estratégias, políticas e planos que implementem os princípios deste Manifesto. Estes planos devem prever a divulgação do Manifesto nosprogramas de formação inicial e contínua de bibliotecários e de professores. Incentivam-se todos os decisores a nível local e nacional e a comunidade de bibliotecários em todo o mundo a aplicar os princípios deste Manifesto.O Manifesto foi preparado pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas e aprovado pela UNESCO na sua Conferência Geral em Novembro de 1999.
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